EPICONDILITE LATERAL E MEDIAL DO COTOVELO

O que é?

É a inflamação que ocorre nos epicôndilos (proeminências ósseas do cotovelo), lugar onde se inserem os tendões dos músculos do antebraço (musculatura que realiza os movimentos das mãos e dedos).

Quais os sintomas?

O principal sintoma é a dor. Esta ocorre durante a contração ou alongamento da musculatura envolvida. A dor acontece em atividades que cursem com movimentos repetitivos dos dedos, em atividades de preensão manual ou que tenham muita vibração.

Esta inflamação é classicamente relacionada a tenistas, devido ao impacto de repetição e à vibração que é transmitida para estes tendões e aos epicôndilos durante a atividade. Atualmente está bastante relacionada à digitação, exercícios intensos de musculação, trabalhos manuais repetitivos, entre outros.

A intensidade e duração dos sintomas variam de acordo com o grau de lesão do tendão, sendo que em alguns casos os sintomas podem ocorrer até no repouso. Em casos avançados pode ocorrer fraqueza muscular, quando o paciente se queixa de diminuição de força para segurar objetos ou a movimentos de rotação (como girar maçanetas).

Porque ocorre?

Não existe uma causa bem definida. Sabe-se que pacientes que estejam utilizando demasiadamente a musculatura do antebraço em suas atividades rotineiras estão em maior risco para desenvolver esta doença. Porém, outros fatores podem estar envolvidos, como predisposição genética, disfunções hormonais, doenças sistêmicas, entre outros.

Por uma soma de fatores, o tendão conjunto dos extensores (para o epicôndilo lateral) ou dos flexores (para o epicôndilo medial) sofre um processo de degeneração. O tendão fica com as fibras desorganizadas e com uma inflamação crônica.

Em muitos casos este processo é auto-limitado, ou seja, tem cura espontânea. Porém esta remissão pode demorar até 2 anos para ocorrer.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clinico, feito através da história do paciente e por manobras realizadas durante o exame físico.

Em casos com sintomas exuberantes, que cursem com fraqueza muscular, ou em casos de difícil controle dos sintomas, uma ressonância magnética pode ajudar a determinar a presença de rupturas do tendão.

O que fazer para melhorar?

Os sintomas podem ser controlados com medidas que diminuam a inflamação, através de medicações, aplicação de gelo, ondas de choque, ondas de ultrassom, infiltrações, entre outros.

Além disso, o fortalecimento e alongamento da musculatura do antebraço, feito através da terapia ocupacional, é importante para interromper o mecanismo de inflamação crônica.

A utilização de bandas tensoras ou imobilizações provisórias são empregadas para retirar a sobrecarga e a vibração sobre o epicôndilo. Também para este objetivo, é fundamental identificar e adaptar as atividades que estejam causando a sobrecarga.

Precisa operar?

Nos casos de difícil controle com o tratamento clínico a cirurgia é um ótima opção. Tanto a cirurgia convencional como a artroscopia vem demonstrando ótimos resultados no controle dos sintomas.

A cirurgia consiste em retirar o tecido degenerado, promover a cicatrização da região e suturar áreas com possíveis rupturas.

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